quarta-feira, 6 de maio de 2015

Carrego palavras
que não são fardos.
Escrevo e me vejo
destruída
como os caquinhos de vidro espalhados pelo chão.
Me corto, enquanto escrevo
só assim te vejo
e te digo palavras
malditas,
já escritas,
desse coração de carne
sangrando por todos os cantos.

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