sábado, 21 de março de 2015

Tem uma suplica em mim: tem piedade de mim. Principalmente quando acordo. Um cansaço me deixa para baixo, meus pensamentos me deixam acordada. Meus lábios se alimentam dessa lágrima salgada, eles clamam por saudade de uma alegria intensa e infinita. Quero sempre estar por perto, como uma criança que gruda na camisa e não quer soltar.
Sinto o tempo todo essa coroa de espinhos, nasci coroada e vou morrer coroada. Quando acordar a coroa não vai ser de espinhos, vai ser de flores, margaridas.
Ó Divino, minha janela sempre fica aberta, manda Teu anjo, Tua paz, Tua tranquilidade para orar. Tenho medo até de orar, Pai. Medo de escutar minha voz falando dos meus medos. Sinto uma dificuldade enorme de respirar. Que dor é esta? Só vai passar amanhã de manhã quando tomar a pílula da alegria? E esse cheiro de morte? Morte de sonhos, morreu... morreu minha vontade de viver, de ver, de escutar, de falar.

Me faz respirar, Divino
Me faz ver, me faz crer em você
Me dá alguém para que eu possa ligar quando estiver com medo, mas que esse alguém atenda, atenda os meus medos
Alguém para sacudir a noite quando estiver com medo.

A garganta fechou a língua está seca, o coração não está disparado, meu olhar, parado.


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