sexta-feira, 15 de março de 2013

Ei, nós poderiamos tomar um café.

Um café, com alguns biscoitos, algum papo jogado fora. É só para ficarmos perto, observar-lo reclamando o quão o café está amargo, ou o jeito que mexe o cabelo, ou até mesmo como sorri. Se sorri timido, se o teu sorriso se confunde a luz do Sol, ou até mesmo se nem sorri.
Observa-lo falando do Tom Jobim, ou da vida. Ou citar poesias.
Olhar nos teus olhos enquanto eles me olham ao nos encontrarmos. Enquanto você diz sobre a música, eu estaria pensando que poderia ser o tom da tua vida. Mas não, fixo os meus olhos em ti, para que veja o teu futuro em mim.
Estaria me perdendo ao você desabafar, reclamar, ou até mesmo chorar, só para me perder na tua voz, enquanto meu coração acelera, quase, sai pela boca. Ele se cala, fica aquecido. Fica em paz.
O café já está esfriando, quase acabando, você olha no relogio e diz que está tomando meu tempo, que precisa de um momento, um Sol, alguém para adoçar a tua vida, ter uma poesia, ter para onde olhar, algum futuro.

Eu poderia ser quem adoça a tua vida, a tua vida na minha. Poderiamos sim, tomar um café, um, dois, três, mas desta vez, juntos, no nosso lar. Mas, que tal, mais um café?